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Vamos falar sobre Autismo?

Para muitas famílias, essa jornada de descoberta é impactada pelo diagnóstico do autismo. Ao mesmo tempo em que há a sensação de alívio por se ter uma resposta para o comportamento da criança, os pais acabam passando por momentos de tristeza e frustração. Muitos chegam a esse estágio esgotados emocionalmente, depois de passar por diversos médicos e ouvirem opiniões que geram vários conflitos antes de terem o diagnóstico. Por que é difícil diagnosticar o autismo?

O diagnóstico do autismo é clínico, feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis. Os sintomas costumam estar presentes antes dos 3 anos de idade, sendo possível fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de idade.

Mas na realidade, o que é o autismo?

O autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista, é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) que tem influência genética e é causado por defeitos em partes do cérebro, como o cerebelo, por exemplo.

As causas ainda intrigam os cientistas, mas sabe-se que a genética tem um papel importante. É um universo singular e consideravelmente desconhecido, onde uma criança autista pode desenvolver habilidades geniais, enquanto outra não aprende a falar, por exemplo.

Para o autista, o relacionamento com outras pessoas costuma não despertar interesse. O contato visual com o outro é ausente ou pouco frequente e a fala, usada com dificuldade. Algumas frases podem ser constantemente repetidas e a comunicação acaba se dando, principalmente, por gestos. Por isso, evita-se o contato físico no relacionamento com o autista – já que o mundo, para ele, parece ameaçador. Insistir neste tipo de contato ou promover mudanças bruscas na rotina dessas crianças pode desencadear crises de agressividade.

O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:

-ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;

-o portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;

-domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.

Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e auto-suficiência.

O reconhecimento precoce, assim como as terapias comportamentais, educacionais e familiares podem reduzir os sintomas, além de oferecer um pilar de apoio ao desenvolvimento e à aprendizagem.

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A adolescência do bebê: a famosa “crise dos dois anos”

Se o seu bebê começa a apresentar alguma rebeldia perto dos dois anos de idade, ele esta entrando na famosa “adolescência do bebê”, mas não precisa se desesperar, você não é a única mãe a passar por isso!

Por volta dos dois anos de idade a criança entra em uma fase conhecida como adolescência do bebê, ou terrible twos, em inglês. É quando começam as freqüentes crises de birras e mal criações sempre que sua vontade é contrariada. Mesmo os mais bonzinhos e tranqüilos surpreendem os pais com ataques de choro e gritos, se jogam no chão, agridem os amigos, batem a cabeça na parede, mordem, beliscam e dizem “não” a tudo que lhes é pedido.

Para entender por que isso ocorre, precisamos ter em mente que nos primeiros anos de vida do bebê, ele só engatinha e é totalmente dependente do outro. Não consegue comer sozinho, tampouco falar. Dos 10 meses em diante, já está apto a andar e começa a desenvolver autonomia para ir e vir. A partir dos dois anos, a criança já consegue se expressar e tem bom arsenal vocabular. Frases como “eu quero” ou “é meu” passam a ser usadas constantemente, além de ele se comportar de modo opositivo às solicitações dos pais. Na prática, a criança passa a verbalizar aquilo que deseja (ou não). E é aí que começam os conflitos entre pais e filhos.

Como lidar com o “terrible two”

– Entenda que faz parte do desenvolvimento da criança. Não há nada de errado com ela. Não supervalorize e nem superestime uma crise de birra. Na medida do possível, ignore e deixe que ela se acalme sozinha. Explique que chorar não faz com que as coisas se resolvam. Nesse caso, é bom manter o diálogo: “Quando tu parares de chorar, a gente conversa”. Mantenha o controle. Durante a crise de birra, a criança não ouve. Espere que ela se tranqüilize sem sua ajuda. Caso estiverem em um lugar público e isso não for possível, abrace-a e tente distraí-la com outro assunto. Dê limites sempre. O ideal é que a criança saiba a conseqüência que sofrerá se fizer algo de errado antes de ser punida.

Como os pais devem agir mediante a crise dos 2 Anos?

1.      Agir com calma.

O melhor a fazer durante uma birra é manter a calma. Ficar ao lado do seu filho, protegê-lo de batidas no chão ou objetos próximos, e aguardar o fim da crise. É difícil se segurar, especialmente se a criança chuta, joga objetos e chega ao ponto de prender a respiração. Durante a crise, a criança não é capaz de compreender bem o que você fala, mas piora muito se você gritar ou ameaçar. Algumas crianças melhoram quando você o abraça, ou o distrai com alguma coisa. Mas outras pioram se você intervir. Após o término da crise, é importante acolher e abraçar a criança, pois ela se sente exausta após essa explosão emocional. Deixar a criança sozinha no quarto pode fazê-la se sentir abandonada, ainda mais que ela fica muito assustada também com a crise. Se você estiver em algum lugar público, pegue a criança no colo e leve-a para algum lugar calmo, até que a criança fique tranqüila. Dessa forma você também tira o estresse extra de ser observado, principalmente por estranhos.

2.      Lembre-se que você é o adulto.

Não ceda a exigências irracionais ou que sejam ruins para seu filho. Na tentativa de acabar logo com o escândalo, ficamos tentados a ceder. E não se preocupe com o que outros pensam. Todos os pais já passaram por isso.

3.      Converse depois da crise.

É importante conversar com a criança depois que a birra terminar. Ajude-a expressar sua frustração, explique que você o entende por ficar aborrecido, mas deixe claro também que aquilo é inaceitável.

4.      Deixe claro que ele é amado

Depois de um desgaste desses, quando tudo estiver calmo, diga que o ama, abrace seu filho.

5. Evite situações que sabidamente gerem crises

Observe que tipo de situações gera explosões de birra no seu filho, e procure evitá-las, exemplo, ao passeio no shopping, evite (se possível) passar próximo a locais que você sabe que existem coisas que possam gerar birra na criança.

6.     Fique atento ao excesso

É comum que haja essas crises diariamente, mas alguns acontecimentos podem piorar como brigas familiares, pais trabalhando muito, chegada de um irmão. Se a criança fica exageradamente estressada e passa a se machucar ou aos outros, pode ser bom ir ao psicólogo.